A análise MOSH/MOAH tornou-se uma prioridade crescente para a indústria alimentar europeia. A deteção e o controlo destes compostos representam não só um desafio técnico, mas também um desafio regulamentar, uma vez que a futura legislação europeia deverá estabelecer limites máximos para os MOSH/MOAH. Neste artigo, exploramos o que são, porque preocupam e quais são as principais dificuldades e ferramentas disponíveis para o seu controlo analítico. 

Definição de MOSH/MOAH 

Os hidrocarbonetos de óleos minerais (MOH) constituem uma mistura complexa de compostos químicos derivados principalmente da destilação e refinação do petróleo, embora também possam ser produzidos a partir do carvão, do gás natural ou da biomassa. A sua composição e comportamento variam conforme a origem e o grau de processamento do óleo mineral.  No contexto da análise MOSH/MOAH, estes compostos dividem-se em dois grandes grupos com propriedades químicas e toxicológicas distintas: 

MOSH: Hidrocarbonetos saturados de óleos minerais

MOAH: Hidrocarbonetos aromáticos de óleos minerais 

A atualização da avaliação de riscos da EFSA (2023) confirma a necessidade de controlar e diferenciar as frações MOSH e MOAH em matrizes alimentares, não só pela sua origem industrial ou ambiental, mas também pelas implicações sanitárias potenciais decorrentes da sua ingestão continuada.  MOSH/MOAH

Fontes potenciais de contaminação por MOSH/MOAH 

Os MOSH e MOAH podem entrar nos alimentos através de diferentes vias ao longo de toda a cadeia de produção, transformação e distribuição. Estas vias de contaminação tornam o seu controlo particularmente complexo.  Entre as principais fontes de contaminação por hidrocarbonetos de óleos minerais, destacam-se:   

Principais categorias de alimentos afetadas 

Os estudos da EFSA (2023) e os alertas do sistema RASFF mostram que certos alimentos são mais suscetíveis à contaminação. Os resultados da análise MOSH/MOAH revelam concentrações mais elevadas em:  Os dados das notificações europeias indicam que países como Índia, Paquistão, Espanha e Alemanha têm sido frequentemente identificados como origem de produtos não conformes. No caso de Espanha, a maioria das notificações recentes refere-se a óleo de bagaço de azeitona e azeite, confirmando a necessidade de reforçar os controlos preventivos.

VIAS DE ENTRADA NOS ALIMENTOS MOSH MOAH

Problemática da análise MOSH/MOAH 

As técnicas mais utilizadas atualmente na análise MOSH/MOAH são LC-GC-FID e GC×GC-MS-FID, ambas aplicadas à quantificação e caracterização das frações de hidrocarbonetos presentes nas amostras alimentares. 

LC-GC-FID (Cromatografia Líquida acoplada à Cromatografia Gasosa com Deteção por Ionização de Chama) 

É o método de referência mais amplamente utilizado. Permite determinar a fração total de MOSH e MOAH em mg/kg de amostra. No entanto, apresenta algumas limitações: 

GC×GC-MS-FID (Cromatografia Gasosa Bidimensional acoplada à Espectrometria de Massa e Deteção por Ionização de Chama) 

Esta técnica avançada oferece maior capacidade de separação e resolução, permitindo:  Por estas razões, a GC×GC-MS-FID é atualmente considerada uma técnica confirmatória essencial na análise MOSH/MOAH, especialmente em investigações regulamentares e projetos de diagnóstico avançado.  resolución cromatográfica de LC-GC-FID y GCxGC-MS-FID
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