A plant based food deixou de ser uma tendência para se tornar um verdadeiro motor de transformação do sistema alimentar. Neste artigo explicamos como se desenvolvem as proteínas análogas, que oportunidades o mercado está a abrir e quais os desafios que ainda temos de enfrentar.

Perspetivas de mercado: plant based food

O crescimento da população mundial exerce uma pressão contínua sobre a procura de proteína: estima-se que a proteína de origem animal aumente 52%. Em paralelo, cresce a consciência social e a procura de alternativas sustentáveis, impulsionando o flexitarianismo.

As previsões apontam para uma expansão robusta: o mercado global de “carne” de origem vegetal deverá crescer de 4,62 mil milhões USD em 2021 para 14,27 mil milhões USD em 2030.

Embora o dinamismo varie por categoria e região, na Europa as taxas de crescimento das proteínas de origem vegetal situam-se entre –0,8% e 14,9%, refletindo mercados mais maduros em alguns países e expansões rápidas noutros.

Alimentación plant based: gráfico de barras “Global Plant-based Meat Market (USD billions)” que muestra el crecimiento del mercado de carne de origen vegetal

Desafios para a indústria alimentar

Alimentos de base vegetal: desenvolvimento de proteínas análogas às de origem animal

Para aproximar a plant based food das experiências de carne ou peixe, a via mais disseminada é a extrusão. Este processo submete misturas proteicas a calor, pressão e cisalhamento, reorganizando as cadeias e gerando estruturas fibrosas. Existem duas abordagens principais, com produtos e usos distintos.

Do ponto de vista da inovação em proteínas de base vegetal, a escolha entre TVP e HMEC depende do posicionamento do produto e da equação de valor. Em ambos os casos, o êxito assenta em combinar a matriz proteica adequada com os ingredientes minoritários certos e um processo finamente calibrado para equilibrar funcionalidade tecnológica, perfil nutricional, sabor e o rótulo mais limpo possível.

Extrusión de alimentos

Alimentos de base vegetal: desenvolvimento de análogos lácteos

Para que a plant based food possa competir com os equivalentes lácteos, os produtos devem oferecer:

O desenvolvimento de análogos lácteos de base vegetal apoia-se em quatro alavancas tecnológicas: fermentação, homogeneização, tratamentos térmicos/enzimáticos e seleção de ingredientes/viabilidade regulatória. Em conjunto, estas alavancas permitem produtos de rótulo limpo, estáveis e com uma experiência sensorial próxima dos lácteos de origem animal.

Tecnologias de fermentação: desenvolvimento de análogos lácteos

Alimentación plant based: análogos lácteos en moldes, recién elaborados en una planta piloto con equipos de acero inoxidable y operario al fondo.

A plant based food consolidou-se como um verdadeiro vetor de transformação. O desafio continua a ser integrar todas as expectativas do consumidor numa proposta equilibrada. Para tal, é necessário ampliar o leque de fontes, aperfeiçoar a performance tecnofuncional e escalar processos como a extrusão e a fermentação. Se alinharmos ciência, processo e regulamentação, a próxima geração de alimentos de base vegetal não será apenas uma alternativa: tornar-se-á a opção preferencial em desempenho, saúde e sustentabilidade.

This site is registered on wpml.org as a development site. Switch to a production site key to remove this banner.