- Minimização do consumo de água na atividade industrial.
- Purificação dos fluxos residuais para reduzir seu impacto ambiental.
- Regeneração, desinfecção e recuperação das águas residuais para reutilização.
Estado da água de processo
O conceito de água de processo pode ser definido como a água que é utilizada ou envolvida na atividade produtiva da indústria, incluindo processos de fabricação (como ingrediente ou matéria-prima), tratamento, preservação, como meio de transporte, geração de energia (caldeiras, refrigeração, trocadores de calor ou motores), limpeza e sanitização, e aplicações semelhantes dentro da indústria. A água de processo geralmente provém do tratamento de água de alimentação ou do abastecimento de fontes de rede, subterrâneas ou superficiais. Especificamente para a indústria alimentícia, a água de processo pode ser identificada como “todas aquelas águas utilizadas na indústria de alimentos para a fabricação, tratamento, preservação ou comercialização de produtos ou substâncias destinadas ao consumo humano, bem como as utilizadas na limpeza de superfícies, objetos e materiais que possam entrar em contato com os alimentos”, conforme estabelecido no texto descrito no artigo 2.b do Decreto Real 140/2003, de 7 de fevereiro, que estabelece os critérios sanitários para a qualidade da água potável.Onde reside a complexidade nas estratégias de tratamento de águas de processo?
As estratégias de tratamento de águas de processo tornam-se mais complexas do que as já presentes nos processos definidos para o tratamento de águas residuais geradas em uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR), pois exigem uma caracterização minuciosa da água de captação ou abastecimento que se deseja condicionar como água de processo, além do conhecimento dos requisitos de qualidade necessários para alcançar uma água de qualidade e completar satisfatoriamente sua regeneração para reutilização. Aqui reside sua dificuldade e o ponto onde convergem dois ramos de conhecimento opostos: o regulatório e legislativo, para ter clareza sobre os passos a seguir e qual é o nosso objetivo mínimo, e o técnico, relacionado às tecnologias e processos existentes que integram nossa indústria. Portanto, sua enorme variabilidade, dependendo do setor industrial e da aplicação, leva à definição de estratégias específicas para cada tipo de água. Isso representa, de fato, um desafio tanto para as tecnologias existentes atualmente no mercado quanto para aquelas que estão em fase de desenvolvimento (em um ambiente mais de pesquisa ou acadêmico), pois devem se adaptar e evoluir tanto em sua aplicação industrial quanto em sua introdução em campos e setores onde anteriormente não eram aplicadas devido à sua eficiência ou simplesmente porque sua utilidade era desconhecida. Nesse ponto, entende-se que os requisitos e necessidades na indústria farmacêutica não são e não serão os mesmos exigidos nas indústrias cosmética, alimentícia ou petroquímica. Além disso, dentro da mesma indústria e do mesmo sub-setor, a água que atua como ingrediente em um produto ou matéria-prima não exige a mesma qualidade que a água usada na limpeza ou enxágue, para dar um exemplo simples.Para a condutividade: osmose reversa, adsorção por troca iônica e eletrodiálise.
- Osmose reversa (uma tecnologia de membrana movida por um gradiente de pressão, altamente eficiente na dessalinização e purificação da água).
- Adsorção por troca iônica (uma técnica de adsorção onde o composto ou compostos de interesse são retidos por atração eletrostática, usada tanto para purificação iônica da água quanto para obtenção de compostos de alto valor na indústria farmacêutica e recuperação de metais pesados de importância industrial).
- Eletrodiálise (uma tecnologia de membrana que integra conceitos das tecnologias mencionadas anteriormente, onde a força motriz para a separação de compostos iônicos é um gradiente elétrico induzido por um campo elétrico externo, usada principalmente para dessalinização e neutralização de fluxos muito ácidos ou muito alcalinos, ou mesmo uma combinação desses com outros para atingir a desmineralização desejada).
- Condutividade reduzida, em torno de µS/cm, para evitar problemas de corrosão.
- Dureza e alcalinidade muito baixas, para evitar a formação de depósitos e precipitados nos componentes da instalação.
- Eliminação de matéria orgânica para minimizar o risco de formação de biofilme e contaminação biológica em equipamentos e superfícies.
- Uso de água desmineralizada e, em casos muito específicos, água ultrapura.

