Estratégias de investigação para tratar a inflamação intestinal e prevenir o cancro colorretal
A ligação entre a inflamação crónica e o cancro colorretal é uma área de interesse na investigação biomédica e farmacêutica, sendo feitos esforços tanto para compreender melhor os mecanismos subjacentes como para desenvolver tratamentos mais eficazes e com menos efeitos secundários. Entre as estratégias de investigação, destacam-se as seguintes:- Terapias com biomoléculas naturais: Dado o potencial bioativo encontrado na natureza, as biomoléculas de origem natural, como as encontradas em plantas e microrganismos, representam uma fonte promissora de compostos terapêuticos. A investigação sobre estas moléculas pode levar ao desenvolvimento de tratamentos mais seguros e eficazes para a inflamação intestinal e para a prevenção do cancro colorretal.
- Identificação de alvos terapêuticos específicos: Para além de novas terapias, outra estratégia para abordar e/ou prevenir a doença é a identificação de alvos terapêuticos específicos. Esclarecer os mecanismos moleculares e celulares envolvidos na inflamação intestinal crónica e a sua relação com o cancro colorretal é essencial. A identificação de alvos terapêuticos específicos permite o desenvolvimento de tratamentos direcionados que podem ser mais eficazes e seletivos. Terapias mais específicas podem ajudar a reduzir os efeitos adversos, o que melhora a qualidade de vida dos pacientes e aumenta a adesão ao tratamento.
- Estratégias de prevenção: Além do tratamento, é importante focar-se em estratégias de prevenção. Isto inclui a identificação precoce de populações de risco, a promoção de hábitos de vida saudáveis e a sensibilização para a importância da deteção precoce do cancro colorretal.
Colaboração Interdisciplinar: Chave para Abordar Eficazmente a Complexidade da Inflamação Intestinal e do Cancro Colorretal
A investigação nesta área exige frequentemente a colaboração interdisciplinar de especialistas em biologia molecular, bioquímica, farmacologia, imunologia e oncologia, entre outros campos. Esta colaboração permite uma abordagem mais eficaz às complexidades da inflamação intestinal e do cancro colorretal. A investigação no desenvolvimento de terapias inovadoras para abordar a inflamação intestinal crónica e prevenir o cancro colorretal é crucial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir o impacto desta doença na sociedade. A combinação de avanços em bioquímica, biologia molecular e tecnologia terapêutica oferece oportunidades promissoras neste campo da medicina.Pesquisa e Desenvolvimento de Terapias para Prevenir e Tratar Processos Inflamatórios Associados ao Cancro Colorretal
Com base em tudo o que foi mencionado anteriormente, na AINIA estamos a desenvolver o projeto PHARMANOVA, no qual investigaremos o desenvolvimento de ferramentas e soluções tecnológicas para os setores biotecnológico, biomédico e farmacêutico, com o objetivo de procurar e desenvolver terapias inovadoras e direcionadas, baseadas em biomoléculas naturais de origem vegetal e microbiana. Estas permitirão desenhar estratégias inovadoras para prevenir e tratar processos inflamatórios associados a doenças da mucosa colónica e ao cancro colorretal. Com base nas necessidades de avançar na descoberta e desenvolvimento de terapias inovadoras baseadas em biomoléculas, a investigação realizada no âmbito do PHARMANOVA permitirá obter os seguintes resultados:- Ferramentas ágeis e rápidas para a descoberta de novas moléculas com fins terapêuticos, através do desenvolvimento de sistemas ou plataformas de rastreio rápido em escala miniaturizada. Um sistema de rastreio baseado num sistema celular representativo da patologia em estudo e numa plataforma microbiana para a procura de compostos potencialmente terapêuticos.
- Ferramentas precisas para caracterizar o efeito biológico utilizando tecnologias ómicas.
- Tecnologias baseadas em CO2 supercrítico para o fracionamento de fontes (ou matrizes) potenciais de moléculas terapêuticas para a obtenção de concentrados de biomoléculas.
- Sistemas de libertação controlada para garantir que a molécula terapêutica atinge o alvo biológico e exerce a sua ação.
- Modelos celulares avançados in vitro baseados em tecnologias de bioprinting 3D e organ-on-chip para validar a eficácia das biomoléculas e estudar o seu mecanismo de ação.